domingo, 13 de março de 2011

daugther and father






daughter and father
unconditional love






Ele era pai, não podia acreditar na alegria ver a criança em seus braços, pequena, frágil. Podia não parecer, mas já fazia quase quatro anos. Ele conseguira, segurou as pontas, foi um homem de caráter, responsável, gentil. Abriu a porta do quarto com alguma dificuldade, afinal segurar a pequena nos braços enquanto ela dormia era uma tarefa árdua, não queria acordar o pequeno anjo que jazia ali, num sono profundo envolto sonhos tranqüilos. A realidade fora difícil nos últimos tempos, mas era tudo compensador, a dor o sofrimento e as perguntas freqüentes que a criança lhe fazia doía o coração, mas era uma dor silenciosa que ele aprendeu a disfarçar com um sorriso tímido.  Se pelo menos ela estivesse ali para ver e desfrutar do sucesso, da casa dos sonhos, do carro, ou que pudesse pelo menos uma vez, acalentar a pequena enquanto dormia. “papai, um dia eu vou ver a mamãe, não é? Ela não morreu? ” ela perguntou sonolenta, quando ele a colocou na cama. O homem mostrou-lhe o sorriso triste e uma sombra lhe cobriu o rosto. Ele fechou os olhos respirou fundo, e então pegou um pequeno objeto no criado ao lado da cama. No espelho refletia a imagem da pequena. “Sim meu bem, é só olhar no espelho, a mamãe estará ai, te olhando e protegendo, sempre” e com um beijo na testa lhe desejou boa noite. A criança nunca mais perguntou sobre a mãe, deste dia em diante ela carreava o espelho para onde quer que fosse e nunca mais ficou sozinha.

Por: ELISA CORRÊA DOS SANTOS

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