domingo, 6 de março de 2011

sem titulo



As vezes se eu prefiro calar é para não dar má resposta 

As vezes se eu prefiro correr é porque é melhor virar as costas 

As vezes se eu prefiro chorar é por que não há mais saída 

E assim eu vou vivendo, vendo passar minha vida... 

Não agüento mais as vozes o barulho a multidão 

Ao mesmo tempo que o silencio me consome nessa solidão 

O Fim e o começo andam juntos assim como o ódio e o amor 

São dois sentimentos profundos que só me despertam mais dor 

Sei que te amo escondido, mas odeio o que você representa 

Vou me jogar de um prédio cair numa tarde cinzenta 

Sei que já vendi minha alma, sei que perdi meu pudor 

Mas nada mais me acalma, só teu toque e calor 

Se derramar essas lágrimas não tentes me consolar 

Só lembre-se de uma coisa, vale a pena tentar 

E para acabar tudo isso selar com um beijo irei 

Essa carta obscura que jamais a ninguém revelei.

por: Elisa Corrêa dos Santos

Nenhum comentário:

Postar um comentário